14/11/08
QUEM NÃO É VITIMA DO TRÂNSITO?

Dia Mundial em Memória as Vítimas de Trânsito
Cristina Baddini Lucas
Quem não perdeu um parente, um amigo ou conhecido vítima de acidente de trânsito? O próximo dia 16 de novembro é o “Dia Mundial em Memória as Vítimas de Acidentes de Trânsito” e seu familiar instituído por uma Resolução das Nações Unidas no final de 2005.
A Organização Mundial da Saúde – OMS, considera o acidente de trânsito como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento em conseqüência da acelerada urbanização e motorização, não acompanhadas na mesma proporção por uma infra-estrutura adequada.
Cresce a cada ano os acidentes de trânsito em todo o mundo. Isso afeta fundamentalmente todos os grupos socioeconômicos e em especial os mais pobres. Embora saibamos que a vida não tem preço, o custo dos sistemas de saúde pública tem uma elevação em função dos gastos com assistência médico-hospitalar e com reabilitação dos acidentados.
Segundo pesquisa realizada pela ANTP- Associação Nacional de Transportes Públicos e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os acidentes DE trânsito geram muitos prejuízos à sociedade. Entre os anos de 2001 e 2003, os custos dos acidentes de trânsito por perdas anuais chegaram a R$ 5,3 bilhões nas cidades e regiões metropolitanas. Em 2006, os impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito no Brasil foram estimados em R$ 24,6 bilhões, incluindo as rodovias.
No Brasil os acidentes de trânsito representam uma das principais causas externas de morte inferiores somente aos homicídios. De acordo com a publicação Saúde Brasil 2007, divulgada recentemente pelo Ministério da Saúde, 35.155 pessoas morreram em 2006 vitimas da violência no trânsito.
Mas todo acidente pode e deve ser evitado. A mortalidade por acidentes de trânsito é considerada um problema previsível e evitável sendo associado diretamente aos aspectos de educação e de cidadania segundo a ótica do desenvolvimento sustentável.
Os prefeitos eleitos da região devem atentar para os processos de planejamento e gestão das suas cidades. É importante buscar estratégias que visem desde a mudança de comportamento de motoristas e pedestres até aquelas voltadas às questões de infra-estrutura como os programas de prevenção e com campanhas de informação e conscientização. Com o cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro (veículos mais seguros, uso de cinto de segurança, crianças no banco traseiro, uso de capacetes e outros), com o desenvolvimento de planos estratégicos de tráfego além da conservação de vias e da sinalização viária.
Cristina Baddini é Coordenadora da Revista Movimento da ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos e Diretora do Instituto Rua Viva e Consultora do Diário.
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